A comerciante Edna Ferreira Torres, dona de uma banca de jornais, apoia as alterações. “Ficou muito melhor porque dá mais segurança para atravessar. Antes, o carro ia dar ré e atropelava as pessoas, amontoadas perto da rua.” O taxista Mateus Prates da Silva, usuário de ponto no mesmo endereço, desaprova. “Perdemos uma vaga no ponto de táxi e agora são apenas quatro e ainda escondidos atrás da banca”, reclamou.
O local registra grande movimentação de carros que entram no bairro e de pedestres, inclusive mães levando crianças para a escola. “Melhora um pouquinho. Aqui é um sacrifício para atravessar”, diz a dona-de-casa Maria das Graças. Pouco à frente, obras de alargamento do passeio do lado direito de quem sobe estão sendo feitas em frente a outra grande intervenção, de adaptação da rede de esgoto. “Aqui é muito movimentado e não sei se precisa mesmo reduzir tanto o espaço para os carros”, argumenta a física Ana Lúcia Lopes. No entanto, ela pondera que a limitação de carros estacionados nas esquinas é uma vantagem que a mudança traz. “E este bairro tem muitos idosos que vão aproveitar as calçadas rebaixadas”, acrescenta.
Entre sugestões, apoios e reclamações a prefeitura de Belo Horizonte está trabalhando com o intuito de melhor as condições de vida de um deficiente físico que até então não possuía nenhuma facilidade em trafegar pelas ruas. “O povo olha muito a sua volta o que vai privilegiar seu espaço e esqueço que além deles outras pessoas também passam por ali” disse Edna Torres.
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