segunda-feira, 13 de abril de 2009

Alunos temem assaltos em Faculdade


A violência está sufocando os alunos das principais universidades de Belo Horizonte. Segundo o Núcleo de Pesquisa e Análise Criminal (Nupac) da Secretaria de Segurança, os roubos de veículos e de celulares, por exemplo, aumentaram em até mais de 100% nas proximidades de 13 unidades universitárias da cidade. O levantamento, que compara as ocorrências dos quatro primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, mostra que os bandidos não têm preferência de endereço.

Os alunos da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte do campus Prado reclamam da falta de segurança no bairro. O aluno do curso de direito Tiago Nogueira, 26, solteiro alega já ter sido assaltado duas vezes nas proximidade da faculdade, segundo ele os alvos dos ladrões são celulares, mochilas, bonés e tênis.
O aluno Tiago ogueira não quis ser identificado
na foto por isso ela está com efeito de embassamento



“Estávamos agrupados na portaria principal da faculdade, quando nos despedimos. Após quebrar a esquina da Rua Erê com Francisco Sá três assaltantes armados recolheram tudo. Com medo de perder a agenda, segurei minha bolsa, o bandido a puxou com força, e acabou me arrastando no chão”, afirmou Tiago Nogueira.

Ricardo Damiani outro aluno que estava no momento do assalto lamentou a ausência de guardas, pois segundo ele os bandidos levaram seu celular, notebook e sua carteira. - "No dia 25 de fevereiro pouco antes das 7:30, eu havia decido do ônibus e estava a dois quarteirões da faculdade quando um garoto de estatura média e uns 15 anos me abordou com um pedaço de lamina enferrujada mandando eu largar tudo no chão e sai correndo, mais que depressa pulei na frente de um carro que vinha em baixa velocidade pedindo por socorro, o muleque se assustou com minha reação e correu. Graças a esta reação minha consegui salvar todo meu dinheiro que estava na minha bolsa destinado a quitação da minha divida com a faculdade", disse Ricardo Damiani.

“Não me sinto segura em alguns locais do bairro, mas o perigo maior é à noite, pois a as ruas ficam vazias”, disse Nádia Parente, estudante de Engenharia Elétrica da UFMG e moradora do Prado. A estudante alegra-se por nunca ter sido assaltada, mas lamenta que colegas tenham passado pela situação. “A gente fica sabendo dos casos. É lamentável”, afirmou.
João Baptista é outro estudante que reclamou da insegurança. “Já precisei ficar uma vez aqui até 23h30 e só tinha um segurança na porta. Estava tudo vazio”, lembrou. Segundo os estudantes, o livre acesso de pessoas ao Campus do Prado é a principal causa da insegurança no local.

Mirian Sousa Alves, professora do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte lamenta que haja uma grande deficiência para esse tipo de serviço, "a segurança deve ser uma prioridade não só para os alunos mas para nos professores também", disse Miriam Alves.

Miriam Alves


Para a estudante universitária Fernanda Guedes, que cursa o 5° período de Administração, a pequena quantidade de guardas fazendo a segurança do local facilita a ação de bandidos. Segundo ela a presença dos militares que estudam na faculdade e o batalhão não intimida ninguém, pois eles nunca fazem nada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário